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 Conhecendo o Telescópio

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AutorMensagem
Evelyn Basso



Mensagens : 33
Data de inscrição : 05/03/2014

MensagemAssunto: Conhecendo o Telescópio   Ter Abr 08, 2014 10:50 am

Os principais tipos de telescópios com relação à ótica utilizada são:

Telescópios Refratores: Utilizam lente ou conjunto de lentes na função de elemento primário de captura da luz ou objetiva. (são vulgarmente chamados de Lunetas, talvez pelo fato dos modelos mais comuns serem adequados principalmente para ver a Lua com uma boa qualidade de imagem).


O ‘F‘ na imagem é o ponto focal do telescópio (ponto onde os raios de luz que incidem na ótica convergem). A distância da lente/espelho ao ponto focal é a distância focal do telescópio e determina as suas características.

Telescópios Refletores: Utilizam um espelho primário côncavo para coletar a luz e formar a imagem. No telescópio refletor Newtoniano, a luz é refletida para um pequeno espelho inclinado em 45º que desvia a luz para uma abertura lateral do tubo, onde fica a ocular. São os telescópios de melhor custo-benefício encontrados, portanto muito indicados para o nível introdutório.



Telescópios Catadióptricos: Empregam ambos elementos: espelho e lente, resultando em uma configuração que proporciona telescópios pequenos e portáteis e com ótimo poder de ampliação. No entanto, é necessário o emprego de maior tecnologia para serem fabricados, o que os tornam mais caros.



Os tipos mais comuns de catadióptricos são:


Cassegrain, onde a lente frontal é uma lente plana.

Schmidt-Cassegrain, onde a lente frontal é uma lente complexa chamada de placa corretora, que tem a função de reduzir a aberração esférica do espelho principal.

Maksutov-Cassegrain, onde a placa corretora é uma lente chamada de menisco-divergente. Veja abaixo detalhe das duas principais variações do catadióptrico:

 


Objetiva: Lente ou espelho ou combinação de ambos, que ficam direcionados para o objeto da observação (daí seu nome).

Ocular: Lente ou grupo de lentes que tem a função de levar a imagem da objetiva aos olhos.

As oculares

Oculares são lentes intercambiáveis que influenciam nas características óticas do telescópio como:

Aumento.

Qualidade da imagem.

Largura do campo de visão.

Existem muitos tipos de oculares que vão desde a mais simples do tipo Ramsdem, com apenas dois elementos óticos, até as sofisticadas e caras Nagler com ótica de seis ou mais elementos. Cada tipo possui características peculiares quanto à largura do campo de visão, correção e eliminação de aberrações.   Uma típica ocular do tipo Plossl (figura abaixo), que é muito popular devido ao bom custo-desempenho que oferece



Características básicas dos telescópios

Muitas pessoas que visitam observatórios astronômicos ficam curiosas para saber qual o aumento proporcionado por um telescópio profissional. Em geral, surpreendem-se bastante com a resposta. Como é possível então que na propaganda de pequenos instrumentos para amadores sejam anunciados aumentos equivalentes ou mesmo superiores? A principal característica de superioridade dos telescópios é o poder de resolução, o qual é diretamente proporcional ao diâmetro da objetiva e determina a capacidade do telescópio em isolar e tornar acessível detalhes muito sutis. Portanto o aumento é o fator de menor importância na avaliação da qualidade de um telescópio. Não acredite em telescópios onde o aumento é colocado como principal característica.

O aumento no telescópio é uma característica variável e depende de dois fatores:

Comprimento focal do telescópio.

Comprimento focal da ocular.

Obs: O comprimento focal do telescópio é ajustado na construção do espelho ou lente e determinará as características fixas do telescópio.
Para calcular o aumento é só dividir o comprimento focal do telescópio pelo comprimento focal da ocular ex:
Aumento (vezes) = Comprimento focal telescópio (em mm) / Comprimento focal da ocular (em mm)

Abertura: Dado de grande importância na qualidade da imagem de um telescópio, determina o poder de resolução e a quantidade de luz que o instrumento será capaz de capturar e consequentemente a capacidade de observar detalhes sutis de objetos de pouca luminosidade (galáxias, nebulosas etc…).

A Abertura ou Claridade depende do comprimento focal telescópio e do diâmetro do espelho ou lente objetiva, ex:

Abertura = Comprimento focal telescópio (em mm) / diâmetro do espelho ou lente objetiva (em mm)

Fazendo uma tabela das aberturas é possivel, de uma maneira simplificada, classificar os telescópios da seguinte forma:



Comprimentos focais longos produzem maior aumento, mas, diminuem a claridade e estreitam o campo de visão. Também deixam os telescópios mais longos e difíceis de transportar.

Comprimento focais curtos produzem menor aumento, porém com maior luminosidade e maior largura do campo de visão, facilitando o transporte. A escolha depende da aplicação e do tipo de observação.
A montagem é uma parte importante do conjunto. Deve ser firme e estável e permitir movimentos suaves e facilidade de posicionamento em qualquer parte do céu, ou você passará as noites brigando com o telescópio ao invés de observar o céu.

Há dois tipos básicos de montagem:

Altazimutal, mais simples e muito usada em construções caseiras de telescópios na versão conhecida como montagem Dobsoniana. Atualmente é o padrão adotado dos modernos telescópios computadorizados, pela simplicidade e não necessidade de posicionamento prévio. Ela proporciona um movimento de rotação da base com eixo perpendicular ao solo, e o movimento basculante do tubo do telescópio



Equatorial, mais complexa e requer posicionamento correto, sendo que um dos eixos de movimentação deve apontar exatamente para o polo celeste, (veja detalhe na foto abaixo). Após o correto posicionamento, atuando apenas em um dos controles você acompanha a trajetória do objeto no céu.



Nos dois tipos de montagem existem versões equipadas com motores, conhecidos como ‘Clock Drive’, que compensam a rotação da Terra e mantém o telescópio fixo na observação. No caso de astro-fotografias o ‘Clock Drive’ é um requisito obrigatório.

NT.: Montagem Dobsoniana

Com relação à montagem Dobsoniana vale ressaltar que ela vem sendo largamente utilizado na astronomia amadora mundial, devido às possibilidades de construções extremamente portáteis. Mesmo telescópios com espelhos de até 40 polegadas podem ser transpórtados em automóveis ou pequenas vans. Esses telescópios conhecidos como Super-Leves ou Ultra-Leves solucionaram o problema do transporte de grandes telescópios e é uma boa opção para aqueles mais familiarizados com montagens e que desejam um telescópio maior.

Veja esse exemplo abaixo um telescópio Dobsoniano super-leve de 16 polegadas montado e desmontado:

     



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Fonte:http://www.inape.org.br/astronomia-astrofisica/conhecendo-o-telescopio
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